Sexta-feira, 27 de Janeiro de 2012

sim, eu já pensei em ir-me embora de portugal. e pensei a sério. não foi uma coisa de ah e tal, que ia ser giro. não, eu pensei a sério e tenho os links dos sites de empregos e tudo. mas isso não é uma decisão que se tome assim, do dia para a noite. pelo menos não para mim. porque queria que isso fosse mesmo a minha última hipótese. e porque tenho cá as minhas pessoas. e porque tenho uma casa que partilho com alguém, e nunca na vida iria deixar essa pessoa na mão.
há toda uma quantidade de coisas a ter em conta.
e eu percebo que seja fácil para algumas pessoas, mas para mim é difícil. a hipótese ainda não desapareceu. mas uff. é pensar e repensar as coisas com calma, e ver como se poderá resolver tudo.

alguém me pode explicar o que é que leva uma pessoa a ir ao programa da tarde da tvi, fazer um teste de polígrafo, para provar às pessoas da sua terra que não é uma badalhoca?
e digo eu que me preocupo demasiado com o que as pessoas dizem..

Terça-feira, 24 de Janeiro de 2012

chega a doer. sim, a doer cá dentro, só de pensar que poderei ter de me entregar a uma coisa que não é a minha coisa.
mas com contas e casa e coisas, como é que se aguenta estar à espera?
aguentei o mais que podia, estabeleci os meus limites, e já estou a entrar na fase em que sinto que não há muito mais que possa fazer.
as noites sem dormir, os dias com coração apertado e as constantes contas à vida têm de acabar. e se, para isso, tiver de voltar a fazer coisas que não me enchem as medidas, nem pouco mais ou menos (mesmo que seja só por algum tempo), assim será.

há muito tempo que não sentia coisas e cenas cá dentro a ouvir uma música.

Segunda-feira, 23 de Janeiro de 2012



já tinha visto cenas destas em filmes. pessoas sem vida, que passam a viver a vida dos outros.
só não sabia que isso poderia acontecer na vida real. quer dizer, saber até sabia, mas nunca pensei que isso se pudesse passar assim tão perto de mim.
é preciso ter cautela, pessoinhas. porque um dia, quando menos se esperar (ou já estarão à espera desde o início?), pimbas.. desaba o mundo que pensam que estão a construir.
no mundo da procura de trabalho, é normal que não se obtenham quaisquer respostas quando são enviadas candidaturas espontâneas. estamos a mandar só porque sim, porque gostávamos de ir trabalhar para aquele sítio, mas na realidade esses sítios nem devem estar à procura de nada. recebermos uma reposta em dez, a agradecer o nosso interesse, e a dizer que de momento não precisam, é uma sorte.
agora, quando respondemos a anúncios dos sites de empregos que visitamos todos os dias, não devia ser diferente? se estão a procurar pessoas com urgência, se pedem para enviar cv, é porque, à partida, estão mesmo a precisar de alguém. e quando uma pessoa responde a esses anúncios não deveria ser OBRIGATÓRIO responder, mesmo que a dizer que a vaga já está ocupada, ou que não correspondemos aos requisitos que procuram?

Sábado, 21 de Janeiro de 2012

nunca percebi muito bem a cena de as pessoas se acharem a última coca-cola do deserto.
claro que temos de ser os primeiros a gostar de nós, mas também convém termos um bocado de noção nas nossas capacidades, bem como das nossas limitações.
e perceber que há pessoinhas que não têm a mínima noção, é coisa para me deixar a modos que indisposta.

Sexta-feira, 20 de Janeiro de 2012



podemos sentir-nos bem sem nos tornarmos vulgares.

Segunda-feira, 16 de Janeiro de 2012

let us pretend!

a T. tem razão.
preocupo-me demasiado com os outros, com o que pensam, com o que dizem. perco anos de vida, mesmo. fico mal disposta, fico chateada, fico com rugas. e isso não me serve de nada.
tenho é de ver se arranjo maneira de não me deixar afectar tanto, maneira de me abstrair das coisas más que me consomem.
as pessoas são más, e eu não quero ser assim.