quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

não sei o que diga, não sei o que pense,

este programa onde trabalho agora, sobrevive de chamadas. chamadas para os jogos interactivos, para darmos (e recebermos, claro) dinheiro, chamadas para os telefones fixos, e para os telemóveis, caso contrário não temos nem concorrentes, nem público nem nada.
durante o programa, a apresentadora vai fazendo o jogo lá para casa, e vai dizendo o número para onde as pessoas têm de ligar, para tentarem ser seleccionadas para adivinhar a palavra do dia.
e durante o programa passa lá para casa o número de telemóvel para onde precisam de ligar caso queiram ir assistir ao programa. números completamente diferentes, em alturas distintas do programa.

durante o programa, o telemóvel de público recebe muitas chamadas, e a equipa não consegue atender todas, de tal forma, que se apontam todos os números que ligam, e depois as chamadas são retornadas.
ao ligarmos de volta, o nosso discurso é qualquer coisa do género boa tarde, estamos a ligar do programa tal, tínhamos aqui uma chamada não atendida sua, e gostaríamos de saber se gostava de vir assistir ao programa.
as respostas são tão espectaculares como isto:

- de que programa? eu? eu não liguei. (porque o telemóvel liga sozinho, não é?)
- aaah, não, não tenho possibilidades para ir (então ligou porque??)
- não, menina, era para tentar adivinhar a palavra.. (senhoraaaa, isso é para o número que a apresentadora diz mil vezes durante o programa, boa?)
- ah, é que já liguei para o outro número, e só me dizia que estava inscrito, que estava inscrito, e não me dizia mais nada, então tentei para este! (porque para aquele já dava, não é?)

e com isto me retiro, com anos de vida a menos.

domingo, 23 de janeiro de 2011

sábado, 22 de janeiro de 2011



gostava de ter ido a paris, ontem.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

bem sei que há maneiras de dizer as coisas.
o que me acontece às vezes, é pensar que, se não as disser na altura, não as digo nunca mais.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

um dia encontro a cena que vai ser aquela cena.

sábado, 15 de janeiro de 2011

parva sou eu

ao longo dos últimos anos, tenho-me lembrado sempre de amigos para trabalhos que sei que ficam disponíveis, mesmo que não sejam na área desses mesmos amigos.
se não estão a fazer nada, se precisam de ganhar uns trocos, se estão fartos da vidinha que estão a levar, eu lembro-me deles, e ligo, e explico o que é preciso, arranjo entrevistas, whatever it takes.
até hoje, nunca tive uma resposta positiva por parte de qualquer um desses amigos de quem me lembrei. porque se ganhava pouco, porque não se viam a fazer o trabalho que eu arranjava, porque isto, porque aquilo.
há pouco tempo, pessoa X ficou sem emprego. perspectivas de arranjar qualquer coisa em portalegre? nenhumas. zero, mesmo. nem trabalhos ocupacionais do centro de emprego. ofereci emprego, ofereci casa (ou cama na minha casa, até se orientar em lisboa), ofereci tudo. só não ofereci mais, porque não tinha mais para oferecer. a meu ver, portalegre já lhe deu tudo o que tinha para dar. coisas boas e más. e acho que estava na hora de pessoa X mudar de vida radicalmente.
ontem voltei a insistir, mas a resposta foi mais um não, porque a partir do momento em que for para lisboa, se acaba portalegre de vez. e é mau? portalegre tem alguma coisa para lhe oferecer? nem emprego, nem trabalho, nem família, nem nada.
e chateia-me que pessoa X seja a primeira a dizer que prefere ficar cá, sem fazer nada, a receber do centro de emprego. chateia-me tanto, que tive de ir embora do meu sítio preferido cá na terra, para não me chatear a sério.

assim tipo a sério... tenho é de deixar de ser parva.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

há boas vidas

pessoas que passam o dia de trabalho a fazer uma de duas coisas:

- ou a ver imagens, e blogs, e programas em directo na internet, quando haveria coisas do dia que poderiam estar a fazer.

- ou a falar de viagens em vez de estar ao telefone a marcar pessoas para virem assistir ao programa, quando os dias que se avizinham estão péssimos.

sou só eu que me sinto mal de pensar sequer em viajar quando as coisas estão como estão?
argh!

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

fins de semana



há fins de semana que servem para uma data de coisas.
para passear.
para apanhar sol.
para ir ao cinema.
para ir às compras.
para ir aos saldos.
para praticar desporto.
para namorar.
para para fazer limpezas.
para um sem número de coisas que não vou enumerar agora aqui.

para mim, o fim de semana serviu para ver quase uma season inteira disto.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

e agora?

passei muitos anos da minha vida presa a uma ideia, e a pensar que ia seguir com essa ideia avante. durante esses anos, por mais que tentasse seguir em frente, por mais que achasse piada a uma ou outra pessoa, por mais que tivesse tentado ter uma relação com outras pessoas (umas mais a sério do que outras), acabei sempre por voltar atrás, e sempre por voltar ao mesmo, às mesmas ideias.
ao fim de 8 anos de não-relação, decidi por um bocadinho mais o passado para trás das costas.. e dar oportunidade a mim mesma.
o que acontece é o seguinte:

mesmo que ache piada a alguém, e mesmo que esse alguém me ache piada a mim também, o que é que faço?
eu não sei ter uma relação com ninguém, depois de tanto tempo. o que fazer? como agir? dou beijos na boca assim do nada, à frente das pessoas? mando mensagens ou ligo a combinar coisas? ou.. se mandar, a pessoa não vai achar que estou a abusar e que sou chata?

ok.. se alguém tiver algum livro de instruções de como ter uma relação com alguém para dummies, faça o obséquio de o mandar vir para estes lados, pretty please.

sábado, 1 de janeiro de 2011

entrar em 2011

pensava eu que ia ficar em casa, a comer sushi e a beber vinho, tranquilamente. mas na 5ª feira à noite recebi um telefonema que nunca na vida iria recusar.
uma das minhas M. perguntou.me o que ia fazer no dia 31, e após a minha resposta de que não ia fazer nada, e que não tinha combinado nada com ninguém, convidou-me a ir trabalhar com ela, no último dia do ano, e no último dia da casa dos segredos.
e assim fiz. rumei à venda do pinheiro, e trabalhei muito. e só não fiz mais porque não pude. e correu tudo muito bem, e recebi os melhores elogios foste o meu braço direito, o braço esquerdo, as minhas pernas, tudo! e fiquei muito contente, mesmo que no final da noite estivesse mais morta que viva.
não liguei a muitas pessoas, mas acho que toda a gente sabe que desejo o melhor para todos neste novo ano.

resoluções de ano novo? acho que ainda não tenho. mas posso dizer que terminei o ano já com algumas coisas feitas, que poderão ser indício de que o ano que vem vai ser em BOM.
- trabalho, trabalho, trabalho.
- sobrinho vicente (a restante família também conta, claro, mas o baby agora é a prioridade).
- passado um bocadinho mais para trás das costas.
- coração mais aberto a novas coisas que possam surgir.
- e as minhas pessoas todas. todinhas.

feliz 2011!