quarta-feira, 11 de maio de 2011

um dia volto a mexer o rabo #2

uma coisa que acho que percebi esta noite (muito por causa do jantar de anos do J., onde estava também a minha paixão platónica), é que o problema, neste último caso, foi não ter sido eu a dizer a última palavra. mesmo que não tenha havido palavras, assim a bem dizer.
mas o que é certo é que o meu ressabiamento é derivado do facto de eu estar muito mal habituada, e de ser eu a não querer nada com as outras pessoas, o que não aconteceu desta vez. não me deu tempo de o despachar, como seria normal. ai ai.
melhor cena na actualidade televisiva portuguesa: o último a sair.
desde os textos, às personagens, à interpretação de algumas pessoas que estão lá, ao facto de terem construído uma casa de propósito para o efeito. fiquei fã desde o primeiro momento em que ouvi um "boa noite, júlia". e o regresso do grande luís pereira de sousa (de quem tinha tentado falar há uns dias) é no mínimo espectacular.
eu nem sei como é que eles não se desmacham a rir, como é que se aguentam na maior, como se aquilo fosse mesmo a sério. poucas pessoas conseguiriam tal proeza.
e mesmo que, em termos de audiências, tenham ficado atrás dos programas da concorrência, para mim já ganharam. mesmo.
a não perder, todos os domingos e durante a semana, através do site e do facebook.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

um dia vou falar durante horas com alguém ao telefone, e tudo vai ser motivo de conversas e de risos.
um dia vou madar mil mensagens à mesma pessoa com quem falo durante horas ao telefone, e nunca me vou fartar de ouvir o som das mensagens a chegar.
hoje ainda não foi o dia.

sábado, 7 de maio de 2011

o cúmulo da podridão, é passar um dia inteirinho deitada no sofá, a descansar, a dormir, para se chegar ao fim do dia com alguma energia, e vermos o fim do dia a chegar sem a mínima vontade de levantar o rabo do sítio onde estamos. nem para ir buscar um copo de água à cozinha.
socorro!
assim no geral, as pessoas aborrecem-me.

terça-feira, 3 de maio de 2011

sabem aquela coisa de tentarem por uma coisa a cabeça, para acreditarem mesmo a sério, e tudo. aquela cena de nos tentarmos desimaginar à força de uma coisa que já sabemos que puff!, ao mesmo tempo em que, lá no fundo, acreditamos sempre que há uma luz no fundo do túnel?

como é que se faz para parar? hein? pretty please?
oh, por favoooor! alguém me ajude a conseguir resistir a saídas à noite nas 2ªs feiras! ah, espera, acho que consigo isso sozinha.
bares a abarrotar, onde só conseguimos dançar com os olhos, onde é só empurrões, onde nem se consegue pedir uma bebida, onde está um calor que não se aguenta, onde há mais fumo no ar do que oxigénio, onde não se fala português e onde a música nem é nada por aí além? pois, dispenso.
e vai daí, talvez não.